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quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Lev Semenovich Vygotsky


Lev Semenovich Vygotsky- formado em Direito (1896-1934), foi outro importante teórico que contribuiu com a educação. Acreditava que o desenvolvimento da estrutura cognitiva humana é um processo que acontece na apropriação da experiência histórica e cultural.  
O desenvolvimento e aprendizagem são processos concomitantes, independentes e recíprocos. Concebia o homem como sujeito de seu conhecimento, não tem acesso aos objetos e eventos. Este acesso é mediado pela linguagem.
O professor, em sua teoria, é visto como o mediador do processo ensino-aprendizagem. A ação docente acontece dentro da Zona de Desenvolvimento Proximal. Para isto é necessário que o professor conheça os saberes dos alunos, planejar o processo de aprendizagem com o objetivo de atingir o potencial do aluno em um processo de  construção do conhecimento.
O professor nunca deve abrir mão da reflexão sobre sua prática pedagógica e deve encorajar o aluno a assumir a responsabilidade por sua própria aprendizagem.


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Jean Piaget

 A teoria de Jean Piaget-Pesquisador e filósofo suíço (1896-1980), foi outro ponto significativo trabalhado na interdisciplina de Linguagem e Educação. As contribuições desse teórico sócio interacionista foram e são de grande valia no campo educacional.
Para ele o desenvolvimento cognitivo e afetivo acontece em estágios sequenciais, que são: Sensório-Motor (0-2anos); Pré-Operatório (2-7anos); Operatório Concreto   (7-11anos) e Operatório formal  (11-15anos ou mais).
A aprendizagem está condicionada ao desenvolvimento cognitivo, afetivo e seus estágios. Enquanto sujeito de seu conhecimento, o homem tem acesso direto aos objetos e eventos.
Ao professor cabe pensar e desenvolver as situações de aprendizagens que sejam ao mesmo tempo compatíveis com o estágio do desenvolvimento cognitivo no qual o aluno se se encontra e representem um desafio aos mesmos.

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Henry Wallon


Na interdisciplina de Linguagem e Educação estudamos a teoria de Henri Wallon, pesquisador e professor francês (1879-1962). Este acreditava que o desenvolvimento cognitivo e afetivo acontece em estágios de maneira descontínua, a partir do potencial genético, inerente a espécie, e a fatores ambientais e socioculturais. Os estágios são: Impulsivo-emocional; Sensório-motor e projetivo; Personalismo; Categorial; Puberdade e Adolescência.
Postulou que o desenvolvimento e a aprendizagem são diretamente influenciados pelos aspectos culturais e orgânicos de cada indivíduo. E, enquanto sujeito de seu conhecimento, o homem não tem acesso direto aos objetos  e eventos. Este acesso é mediado pela afetividade.
Ao professor e a escola cabe conhecer o contexto no qual a criança está situada, a sua história, pois isto trará maior possibilidade de compreensão da inter-relação entre o desenvolvimento dos domínios afetivo, cognitivo e motor.


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segunda-feira, 30 de julho de 2018

Piaget e Vigotsky: semelhanças e diferenças


Tanto Piaget quanto Vigotsky concebem a criança como um ser ativo, atento, que constantemente cria hipóteses sobre seu ambiente. Todavia, suas teorias guardam algumas especificidades que as tipificam como únicas, apesar de se complementarem em muitos aspectos.
No que se refere aos fatores internos e externos do desenvolvimento, Piaget, privilegia a maturação biológica. Os fatores internos preponderam sobre os externos e o desenvolvimento segue uma sequência fixa e universal de estágios.
Acredita que os conhecimentos são elaborados espontaneamente pela criança, de acordo com estado de desenvolvimento em que se encontra. Sendo assim, o conhecimento se constrói do individual para o social (de dentro para fora)
A visão particular e peculiar (egocêntrica) que a criança tem do mundo, vai, progressivamente, aproximando-se da concepção dos adultos: torna-se socializada e objetiva. A aprendizagem está subordinada ao desenvolvimento e tem pouco impacto sobre ele. Minimiza o papel da interação social.
O pensamento aparece antes da linguagem que é apenas de suas formas de expressão. A formação do pensamento depende, basicamente, da coordenação dos esquemas sensório motores e não da linguagem.  Dessa forma, a linguagem só pode ocorrer depois que a criança alcançou um determinado nível de habilidades mentais, subordinando-se aos processos de pensamento.
Vigotsky privilegia o ambiente social. Nesse sentido, variando o ambiente, o desenvolvimento também variará. É contrário a uma visão única e universal do desenvolvimento humano.
Desta forma, a criança já nasce num mundo social e, desde o nascimento, vai formando uma visão desse mundo através da interação com adultos ou crianças mais experientes. Assim, a construção do real é, então, mediada pelo interpessoal antes de ser internalizada pela criança. Procede do social para o individual ao longo do desenvolvimento. Acredita que o desenvolvimento e aprendizagem são processos que se influenciam reciprocamente, quanto mais aprendizagem mais desenvolvimento.
Concebe o pensamento e a linguagem como processos interdependentes, desde o início da vida. A aquisição da linguagem pela criança modifica suas funções mentais superiores: ela dá uma forma definida ao pensamento, possibilita o aparecimento da imaginação, o uso da memória e o planejamento da ação.
Portanto, em sua teoria, a linguagem sistematiza a experiência direta das crianças e por isso adquire uma função central no desenvolvimento cognitivo, reorganizando os processos que nele estão em andamento.