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quarta-feira, 17 de julho de 2019

A docência e seus desafios constantes


Os caminhos percorridos durante a graduação em pedagogia me fizeram refletir sobre diversos aspectos, provocaram mudanças na minha prática e permitiram a construção de novos conhecimentos. O ofício da docência é um desafio constante pois a cada dia nos deparamos com o novo, o inusitado, principalmente no cotidiano da educação infantil.
Provocar o encantamento nas crianças por conhecer o mundo, demanda que o próprio professor tenha alegria, e encantamento de ser e estar no mundo, de descobrir, de aprender, de estar com as crianças. Deste modo, promoverá propostas ricas e diversificadas com um forte componente lúdico.
A priorização das interações e brincadeiras, o faz de conta, a fantasia, o jogo simbólico. Incentivá-los, a gradativamente, a construírem sua autonomia nas atividades cotidianas, de modo que concebam o adulto como alguém que está ali para facilitar seu processo de aprendizagem, mas não fazer por ele. Olhar, escutar, para além do que está dado é um dos grandes desafios da docência na educação infantil.

Postagem refletida: 


quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Os desafios da interdisciplinaridade


Japiassu (1994)  nos convoca a pensar sobre a questão da interdisciplinaridade e quanto esta provoca medo e recusa. Por vezes acreditamos que nosso conhecimento está pronto, ou seja, que já sabemos ou dominamos determinado assunto ou área. Todavia, estamos em constante aprendizagem, pois essa se inicia com a nascimento e se finda somente com a morte. Nesse sentido, a formação continuada é muito importante.
Muitas escolas com um ensino tradicional e fechados prendem-se a cartilhas ou livros didáticos apenas, esquecendo-se das inúmeras possibilidades de propostas para além dos livros. Enquanto educadores, precisamos problematizar essas questões e ir além do convencional e daquilo que já está dado.

Referência:


JAPIASSU, Hilton. A questão da interdisciplinaridade. Revista Paixão de Aprender. Secretaria Municipal de Educação, novembro, n°8, p. 48-55, 1994.)

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Alguns pressupostos da teoria de Decroly


Trabalho com educação infantil, onde as aprendizagens ocorrem nas sutilezas do cotidiano. Conforme as Diretrizes Nacionais da Educação Infantil (2009, p. 25): “As práticas pedagógicas que compõem a proposta curricular da Educação Infantil devem ter como eixos norteadores as interações e a brincadeira [...] 
A revista Nova Escola (2018) coloca que os conceitos de necessidade e interesse são fundamentais na teoria decrolyana. A necessidade gera interesse e só este leva ao conhecimento. Além disso, coloca as quatro necessidades básicas dos seres humanos: comer, abrigar-se, defender-se e produzir. E, por fim explica que as atividades nesta perspectiva têm por objetivo desenvolver três atributos: a observação, a associação e a expressão.

Bibliografia:
DECROLY, Ovide. O primeiro a tratar o saber como um sóDisponível em: <https://novaescola.org.br/conteudo/1711/john-dewey-o-pensador-que-pos-a-pratica-em-foco>. Acesso em 24 jul 2018.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretrizes curriculares nacionais para a educação infantil. Brasília: MEC, SEB, 2010.



terça-feira, 31 de julho de 2018

Desafios da docência

Um dos grandes desafios do professor é o de trabalhar para que seus alunos se autorizarem a criar, a inventar, a ser autor de sua própria história e, portanto, da sua aprendizagem. Nesse sentido, é fundamental propiciar momentos diversificados com uma infinidade de materiais para que os discentes inventem seus repertórios, sem a tarja do “certo ou errado”. Desta forma, criar espaços democráticos e com liberdade de pensamento e expressão é imprescindível para que os sujeitos da aprendizagem se tornem livres em nos seus modos de ser e agir no mundo.
Propostas ricas e diversificadas com um forte componente lúdico. A priorização das interações e brincadeiras, o faz de conta, a fantasia, o jogo simbólico. Do mesmo modo, incentivá-los, a gradativamente, a construírem sua autonomia nas atividades cotidianas, de modo que concebam o adulto como alguém que está ali para facilitar seu processo de aprendizagem, mas não fazer por ele.
Deixar em nossas crianças a marca do afeto, da escuta, do olhar diferenciado, da empatia é outro fator que considero relevante. Nesse sentido, o professor exerce um papel fundamental, de acolher as diferentes crianças e infâncias que chegam nas creches e pré-escolas, dentro das suas especificidades. Escutar as crianças dentro de seus anseios e necessidades, olhando-as a partir das suas singularidades, seus interesses, desejos me parece fundamental quando se quer construir uma educação de qualidade.

Avaliação


 Segundo Luckesi (2000, p. 11): “A prática da avaliação da aprendizagem, para manifestar-se como tal, deve apontar para a busca do melhor de todos os educandos, por isso é diagnóstica, e não voltada para a seleção de uns poucos, como se comportam os exames. Por si, a avaliação, como dissemos, é inclusiva e, por isso mesmo, democrática e amorosa."
Dessa forma, podemos afirmar que avaliar significa ter um olhar cuidadoso e apurado para o sujeito aprendente, no sentido de vê-lo de maneira global. Observar suas potencialidades, conquistas, dificuldades, angústias, perceber suas curiosidades bem como respeitar sua história de vida, sua cultura e modos de aprender.
Quando falamos em avaliação não podemos esquecer que ela vai além da avaliação do aluno, propriamente dita. O professor deve avaliar seu trabalho, os caminhos que está seguindo, questionando-se permanente em busca de qualificar seu fazer educativo. 
Na minha prática enquanto professora de educação infantil procuro levar em considerações os diferentes aspectos elencados ao avaliar cada criança, levando em consideração sua individualidade e particularidades. Afinal, a avaliação é um ato sensível e reflexivo.


Referência:

CIPRIANO, Luckesi. O que é mesmo o ato de avaliar a aprendizagem? Revista Pátio, ano 3, nº11, p. 11,  2000.