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domingo, 7 de janeiro de 2018

O erro e a ilusão- reflexões de Edgar Morin

Edgar Morin é um antropólogo, sociólogo e filósofo francês extremamente relevante na contemporaneidade. Sua abordagem trabalha com o “pensamento complexo” ou o “paradigma da complexidade”.
No texto: “ As cegueiras do conhecimento- o erro e ilusão”, o autor explica que todo conhecimento carrega o risco do erro e da ilusão. E, ainda complementa que o erro e a ilusão parasitam a mente humana desde o aparecimento do homo sapiens. Assim, sendo a educação deve mostrar que não há conhecimento que não esteja, em algum grau, ameaçado pelo erro e pela ilusão.

Ressalta que a inteligência e afetividade estão embricadas, numa relação dialógica, o que implicaria em certo ponto na incidência de erros, uma vez que “ A projeção de nossos desejos ou de nossos medos e as perturbações mentais trazidas por nossa emoção multiplicam os riscos de erros.” (MORIN, p. 20, 2002).
Morin (2002) ressalta a importância de substituir o pensamento que isola e separa por um que distingue e una dando uma qualidade própria. Todavia, em muitos contextos escolares, o paradigma vigente é o cartesiano que separa o sujeito o sujeito do objeto.
Assim, precisamos resistir a esse tipo de ideologia e lutar por uma perspectiva relacional, rica e integradora de conhecimento, onde o aprender seja dialógico, e as diferentes áreas do conhecimento possam transitar complementando-se mutuamente.
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Referência:
MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. 5ªed- São Paulo: Cortez, Brasília, DF: Unesco, 2002

domingo, 29 de outubro de 2017

Reflexões acerca do impacto das redes sociais na vida das pessoas

Indubitavelmente, estamos vivendo numa sociedade marcada pelo individualismo e egocentrismo. Nesse sentido, assistir o vídeo: “O impacto das redes sociais na vida das pessoas”, proferido por Leandro Karnal foi interessante para um melhor entendimento da sociedade na qual estamos inseridos.
Conforme Karnal comentou, estamos vivendo a era do indivíduo, onde o EU absoluto ocupa papel central, atravessado por estrutura narcísica. O ser humano se torna cada dia mais intolerante, impaciente, apressado sem se permitir uma pausa para reflexão e contemplação- ações tão importantes ao logo da vida. E isso se reflete na escola.
Consumimos num ritmo enlouquecedor, desejamos exacerbadamente. Vivemos num mundo líquido, tal como afirma Bauman, e em consequência disso, nossa forma de se relacionar também se tornou um tanto quanto fluída, assim como se apresenta nas redes sociais.
Nesse sentido, podemos dizer que as redes sociais são o reflexo de uma série de questões que marcam nossa sociedade pós-moderna. Elas nos oferecem excesso de informações as quais não fazemos uma leitura apurada, reflexiva e crítica, uma ampla gama de “amigos” com os quais podemos nos conectar ou desconectar com facilidade, dentre tantos outros aspectos.