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domingo, 29 de outubro de 2017

Povos indígenas: conhecer para compreender

É fato constatável que há um desconhecimento muito grande no que se refere a cultura indígena. Dessa forma, assistir o vídeo: “ Povos indígenas: conhecer para valorizar”. Foi rico e elucidador de muitas verdades prontas e acabadas que acabamos consumindo e reproduzindo.
Com uma riqueza de falas de diferentes especialista e estudiosos da cultura indígena, foram apresentadas quatro ideias equivocadas sobre os indígenas. A primeira delas é a de que: “Índio é tudo igual”. Sendo assim, os especialistas relatam que temos inúmeras etnias no Brasil, que cultuam deuses diferentes, com línguas e especificidades culturais próprias.
O equívoco dois se refere a seguinte questão: “Índio é atrasado e primitivo”, sendo que esquecemos que carregam saberes seculares que foram e são transmitidos oralmente de uma geração a outra. Saberes ricos e carregados de significados que os tipificam dentro de uma cultura singular.
O terceiro equívoco é o de que o: “Índio parou no tempo”. A ideia romantizada que perpetua acerca dos povos indígenas é equivocada e não condizente com a realidade.
Assim, precisamos levar em conta a noção de história e de tempo, tendo a visão de que a cultura indígena não é algo estático ou congelado. E, por fim é introduzido o quarto equívoco de que: “Índio é passado”. Compreender a historicidade desse povo, tendo um olhar atento e apurado para o índio contemporâneo são ações fundamentais.





Cultura afro brasileira e indígena


Apesar de contarmos com as leis 10.639/2003 e 11.645/2008 que concedem a obrigatoriedade da cultura afro brasileira e indígena no âmbito escolar, não é assim que ocorre na prática. Trago essa fala da minha própria experiência como professora ao longo de anos.
Muitas vezes, essas temáticas tão importantes e essenciais ficam relegadas ao esquecimento, sendo lembradas apenas nas datas comemorativas como Dia do Índio e da Consciência Negra. Nesse sentido, não generalizando, mas em grande parte das escolas- são feitos trabalhos pobres e descontextualizados.
Essas culturas ricas e imprescindíveis para compreendermos os diferentes contextos culturais da humanidade, aquilo que nos diferencia e nos une enquanto seres da mesma espécie, aquilo que significa e traduz muitos de nossos hábitos e atitudes- é deixado de lado. Não raro nos deparamos com discursos e concepções rasas, superficiais, estigmatizadas e preconceituosas.

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